Esses medicamentos ampliam as opções para tratar diferentes tipos de câncer.

Quatro novos medicamentos foram aprovados nesta terça-feira 26 de dezembro de 2017 pela Anvisa. Os produtos são inéditos no país e ampliam as variedades para o tratamento de diferentes tipos de câncer.

Os novos medicamentos são a lenalidomida, o durvalumabe, o olaratumabe e o netupitanto associado com a palonosetrona. Os produtos chegarão ao mercado de acordo com a programação de cada fabricante.

Confira abaixo os novos tratamentos para o câncer aprovados pela Anvisa, indicações e características.

Revlimid® (Lenalidomida)

O medicamento é indicado, em combinação com a dexametasona, para o tratamento de pacientes com mieloma múltiplo refratário ou recidivado que já tenham recebido pelo menos um tratamento anterior. A lenalidomida também é indicada para pacientes com anemia dependente de transfusões decorrentes de síndrome mielodisplásica.

O Revlimid foi registrado na forma de cápsulas nas concentrações de 2,5mg, 5 mg, 10 mg e 25mg. O produto será fabricado pela empresa Celgene International, localizada na Suiça. O dono do registro no Brasil é a Celgene Brasil Produtos Farmacêuticos Ltda.

Controle especial: Antes de registrar a lenalidomida, a Anvisa definiu regras específicas para o seu controle, pois este medicamento pode provocar malformação congênita grave. Ou seja, o uso pode levar ao nascimento de bebês malformados e também à morte dos recém-nascidos. Esses efeitos são chamados de teratogênicos.

Akynzeo (netupitanto + palonosetrona)

O netupitanto + palonosetrona foi registrado com o nome comercial de Akynzeo. Este novo medicamento é indicado para a prevenção de náuseas e vômitos agudos ou tardios em pacientes que estão passando por quimioterapia.

As náuseas e vômitos são efeitos colaterais comuns que dificultam o tratamento do câncer. Entre os problemas estão: Deficiência nutricional, ansiedade e depressão, redução da dose do medicamento e até mesmo interrupção do tratamento. Por isso, a eliminação de náuses e vômitos durante tratamentos quimioterápicos é fundamental para que o paciente tenha melhores chances de cura.

Indicação do Akynzeo: Prevenção de náusea e vômitos agudos ou tardios associados com quimioterapia antineoplásica altamente emetogênica baseada em cisplatina ou associados com quimioterapia antineoplásica moderadamente emetogênica.

O medicamento será fabricado pela empresa Helsinn Birex Pharmaceuticals Ltda, localizada em Damastown, na Irlanda, e a detentora do registro do medicamento no Brasil é a empresa Mundipharma Brasil Produtos Médicos e Farmacêuticos LTDA.

Imfinzi (durvalumabe)

O durvalumabe foi aprovado com indicação para o tratamento de pacientes com carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático que tiveram prograssão da doença durante ou após a quimoterapia à base de platina. O produto também é indicado para pacientes que tiveram progressão da doenças em até 12 meses de tratamento neoadjuvante ou adjuvante com quimioterapia contendo platina.

O Imfinzi foi registrado com o produto biológico novo pelo laboratório farmacêutico Astrazeneca do Brasil Ltda.

Como funciona o durvalumabe: O medicamento é um imunoterápico constituído por anticorpo monoclonal humano (mAb) que se liga ao PD-L1 e bloqueia sua interação com o PD-1 nas células T e CD80 nas células imunes. Tal mecanismo antagoniza o efeito inibitório de PD-L1 nas células T humanas primárias, resultando na proliferação restaurada e liberação da interferona gama. A expressão de PD-L1 é uma resposta adaptativa que ajuda os tumores a evitar a detecção e eliminação pelo sistema imunológico, visto que a ligação de PD-L1 ao PD-1 nas células T ativadas libera um sinal inibitório às células T, protegendo assim o tumor da eliminação imunológica. PD-L1 também pode inibir as células T através da ligação ao CD80.

Lartruvo (olaratumabe)

Este também é um produto biológico novo indicado para pacientes com sarcoma de tecido mole avançado, que não podem fazer radioterapia ou passar por cirurgia e que não foram previamente tratados com antraciclínicos.

O produto foi registrado pela Eli Lilly do Brasil Ltda.

Como funciona o olaratumabe: O medicamento é um anticorpo monoclonal que reconhece e liga-se especificamente a uma proteína conhecida como receptor-a do fator de crescimento derivado das plaquetas (PDGFR-a). O PDGFR-a encontra-se em grandes quantidades em algumas células cancerígenas, nas quais estimula o crescimento e divisão das células. Quando olaratumabe se liga ao PDGFR-a, pode impedir o crescimento e a sobrevivência das células cancerígenas.

Com informações: Ascom/ Anvisa

Número de mortes por gripe sobe para 37 na Bahia

O número de mortes provocadas pela gripe neste ano na Bahia subiu para 37, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (19) pelo

Secretaria realiza testes rápidos de HIV e Sífilis em Teixeira

Teixeira de Freitas: Nesta quinta-feira, dia 19 de julho, a Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas através da Secretária Municipal de Saúde

Secretaria abre sindicância para investigar caso de paciente que

Nova Viçosa: Um vídeo que circulou nas redes sociais nas últimas horas registra um cidadão sofrendo um ataque epiléptico na recepção do

OMS estuda exame de sangue que detecta câncer de pulmão

Um exame de sangue em estudo aumenta a precisão de detecção precoce do câncer de pulmão, diz a Organização Mundial de Saúde. O teste

Bahia é quinto estado que mais perdeu leitos de internação do SUS

Mais de 1,9 mil leitos de internação da rede pública foram desativados na Bahia nos últimos oito anos. O estado ocupa o quinto lugar em

Brasil tem 415 mortes confirmadas por febre amarela

Desde julho de 2017, o Brasil registrou 415 mortes por febre amarela, informa o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da

Pessoas casadas têm menor risco de morte por doenças do coração

Uma pesquisa desenvolvida por pesquisadores britânicos mostrou que o casamento pode proteger o coração. A partir da revisão de 34 estudos, com

Bahia lidera ranking de feridos por fogos de artifício

De acordo com dados do Sistema de Informação Hospitalar do governo federal, a Bahia é o estado que lidera o ranking de feridos por fogos de

Vacina contra sarampo pode ser aplicada em adultos e crianças

Brasil assiste em 2018 ao retorno do sarampo, infecção que já foi considerada "doença comum na infância" décadas antes de ser eliminada do

Brasil tem 327 mortes de crianças por zika desde novembro de 2015

O Brasil teve 327 morte de crianças relacionadas ao vírus desde novembro de 2015, quando o Ministério da Saúde passou a considerar a relação

Nossos Apoiadores: