Dados da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) apontam que cerca de 3% da população brasileira com idade acima de 40 anos tenha a doença, que é silenciosa e assintomática. Devido a essas características, estima-se que 50% dos pacientes não são diagnosticados. De acordo com a oftalmologista Claudia Galvão, membro da SBG, o glaucoma é uma enfermidade extremamente complexa, devido a controvérsias com relação ao diagnóstico. "As pessoas não têm sintomas, então o paciente simplesmente não sabe.

O glaucoma não leva o paciente ao médico, o que leva é enxergar mal, olho coçando, diabetes, questões comuns", afirmou. A doença é considerada a principal causa de cegueira irreversível no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 2,4 milhões de novos casos anualmente. Para alertar sobre a necessidade de diagnóstico precoce, é celebrado neste sábado (26) o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. O diagnóstico da doença é feito durante consulta oftalmológica e, se realizado precocemente, pode evitar a perda da visão. Claudia Galvão explicou que há fatores de risco importantes que alertam o paciente sobre a necessidade de consulta.

Entre eles estão: pressão intraocular elevada, idade acima dos 40 anos, histórico familiar de glaucoma, diabetes e doenças nos olhos. Apesar da ausência de pesquisas com dados específicos sobre a Bahia, a oftalmologista explicou que se estima um número de casos maior no estado, em comparação ao Brasil, devido à prevalência de afrodescendentes. "Algumas raças têm prevalência maior, como a raça negra. Na verdade, tanto a prevalência é maior quanto a evolução para uma forma bem grave", acrescentou.

A médica fez ainda um alerta para os riscos da automedicação. "Há muitos casos de pacientes que usam colírio sem orientação médica. Agora, por exemplo, que tivemos um surto de conjuntivite, eu recebi paciente que teve conjuntivite e pegou o colírio do primo pra usar". Colírios que contêm corticoide têm boa resposta no tratamento de alergias, por exemplo, mas não devem ser usados sem acompanhamento médico, já que um de seus efeitos colaterais é o aumento da pressão intraocular. Apesar de tentativas da SBG para tornar obrigatória a retenção de receita médica para colírios com corticoide, as solicitações não foram atendidas.


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